Poesia & poemas

15 gennaio 2017

Desiderio

Filed under: Poesie — patriziaercole @ 3:29 pm

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Che la vita non vada oltre le tue braccia.
Che io possa starci col mio verso nelle tue braccia
che le tue braccia mi cingano intera e tremante
senza che restino fuori né il mio sole né la mia ombra.
Che mi siano le tue braccia orizzonte e cammino
cammino breve ed unico orizzonte di carne:
che la vita non vada oltre…

Dulce María Loynaz

Deseo

Que la vida no vaya más allá de tus brazos.
Que yo pueda caber con mi verso en tus brazos,
que tus brazos me ciñan entera y temblorosa
sin que afuera se queden ni mi sol ni mi sombra…
Que me sean tus brazos horizonte y camino,
camino breve y único horizonte de carne:
que la vida no vaya más allá… ¡ …

Soneto superficial e esguio como Madame

Filed under: Poesie — patriziaercole @ 3:28 pm

Madame, em vosso claro olhar, e leve,
navegam coloridas geografias,
azul de litoral, paredes frias,
vontade de fazer o que não deve

ser feito, por ser coisa de outras dias
vivida num instante muito breve,
quando extraímos sal, areia e neve
de vossas mãos, singularmente esguias.

Que eternos somos, dúvida não tenho,
nem posso abandonar minha planície
sem saber se em vós há o que em vós venho

buscar. E embora em nós tudo nos chame,
jamais navegarei a superfície
de vosso claro e leve olhar, Madame.

Carlos Pena Filho
(1929-1960)

7 gennaio 2017

Bordone

Filed under: Poesie — patriziaercole @ 10:38 pm

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Ti vedrò?
Non ti vedrò?
A me importa
soltanto il tuo amore.
Hai sempre il riso di allora
e quel cuore?

Federico Garcia Lorca

Bordón

¡Ay si te veré
si no te veré!
A mì no me importa nada
màs que tu querer.
¿Guardas la risa de entonces
y el corazòn aquel?

Retrato campestre

Filed under: Poesie — patriziaercole @ 10:33 pm

Havia na planície um passarinho,
um pé de milho e uma mulher sentada.
E era só. Nenhum deles tinha nada
com o homem deitado no caminho.

O vento veio e pôs em desalinho
a cabeleira da mulher sentada
e despertou o homem lá na estrada
e fez canto nascer no passarinho.

O homem levantou-se e veio, olhando
a cabeleira da mulher voando
na calma da planície desolada.

Mas logo regressou ao seu caminho
deixando atrás um quieto passarinho,
um pé de milho e uma mulher sentada.

Carlos Pena Filho
(1929-1960)

Sole d’inverno

Filed under: Poesie — patriziaercole @ 10:31 pm

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E’ mezzogiorno. Un parco.
Inverno. Bianche strade;
simmetrici monticchi
e rami scheletriti.
Dentro la serra aranci
fioriscono nei vasi,
nella botte, dipinta
di verde, sta la palma.
Dice un vecchietto avvolto
nel suo vecchio se stesso:
“Il sole, questo sole
bello!…” I bimbi giocano.
L’acqua della fontana
scivola, scorre, e sogna
lambendo, quasi muta,
la verdognola pietra.

Antonio Machado

SOL DE INVIERNO

Es mediodía. Un parque.
Invierno. Blancas sendas;
simétricos montículos
y ramas esqueléticas.
Bajo el invernadero,
naranjos en maceta,
y en su tonel, pintado
de verde, la palmera.
Un viejecillo dice,
para su capa vieja:
« ¡El sol, esta hermosura
de sol!…» Los niños juegan.
El agua de la fuente
resbala, corre y sueña
lamiendo, casi muda,
la verdinosa piedra.

As dádivas do amante

Filed under: Poesie — patriziaercole @ 10:22 pm

Deu-lhe a mais limpa manhã
Que o tempo ousara inventar.
Deu-lhe até a palavra lã,
E mais não podia dar.

Deu-lhe o azul que o céu possuía
Deu-lhe o verde da ramagem,
Deu-lhe o sol do meio dia
E uma colina selvagem.

Deu-lhe a lembrança passada
E a que ainda estava por vir,
Deu-lhe a bruma dissipada
Que conseguira reunir.

Deu-lhe o exato momento
Em que uma rosa floriu
Nascida do próprio vento;
Ela ainda mais exigiu.

Deu-lhe uns restos de luar
E um amanhecer violento
Que ardia dentro do mar.

Deu-lhe o frio esquecimento
E mais não podia dar.

Carlos Pena Filho

(1929-1960)

4 gennaio 2017

Ed amai nuovamente…

Filed under: Poesie — patriziaercole @ 11:35 am

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Ed amai nuovamente; e fu di Lina
dal rosso scialle il più della mia vita.
Quella che cresce accanto a noi, bambina
dagli occhi azzurri, è dal suo grembo uscita.

Trieste è la città, la donna è Lina,
per cui scrissi il mio libro di più ardita
sincerità; né dalla sua fu fin’
ad oggi mai l’anima mia partita.

Ogni altro conobbi umano amore;
ma per Lina torrei di nuovo un’altra
vita, di nuovo vorrei cominciare.

Per l’altezze l’amai del suo dolore;
perché tutto fu al mondo, e non mai scaltra,
e tutto seppe, e non se stessa, amare.

Umberto Saba

Marinha

Filed under: Poesie — patriziaercole @ 11:19 am

Tu nasceste no mundo do sargaço
da gestação de búzios, nas areias.
Correm águas do mar em tuas veias,
dormem peixes de prata em teu regaço.

Descobri tua origem, teu espaço,
pelas canções marinhas que semeias.
Por isso as tuas mãos são tão alheias,
Por isso teu olhar é triste e baço.

Mas teu segredo é meu, ó, não me digas
onde é tua pousada, onde é teu porto,
e onde moram sereias tão amigas.

Quem te ouvir, ficará sem teu conforto
pois não entenderá essas cantigas
que trouxeste do fundo do mar morto.

Carlos Pena Filho
(1929-1960)

E se non posso dire del mio amore

Filed under: Poesie — patriziaercole @ 11:15 am

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E se non posso dire del mio amore –
se non parlo dei tuoi capelli, delle labbra, degli occhi,
serbo però nell’anima il tuo viso,
il suono della voce nel cervello,
i giorni di settembre che mi sorgono in sogno:
e dan forma e colore a parole e frasi
qualunque tema io tratti, qualunque idea io dica.

Costantino Kavafis

Para fazer um Soneto

Filed under: Poesie — patriziaercole @ 11:06 am

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Tome um pouco de azul, se a tarde é clara,
e espere um instante ocasional
neste curto intervalo Deus prepara
e lhe oferta a palavra inicial

Ai, adote uma atitude avara
se você preferir a cor local
não use mais que o sol da sua cara
e um pedaço de fundo de quintal

Se não procure o cinza e esta vagueza
das lembranças da infância, e não se apresse
antes, deixe levá-lo a correnteza

Mas ao chegar ao ponto em que se tece
dentro da escuridão a vã certeza
ponha tudo de lado e então comece.

Carlos Pena Filho

(1929-1960)

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