Poesia & poemas

28 marzo 2014

Il tuo cuore lo porto con me

Filed under: Poesie — patriziaercole @ 6:40 pm

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Il tuo cuore lo porto con me
Lo porto nel mio
Non me ne divido mai.
Dove vado io, vieni anche tu, mia amata;
qualsiasi cosa sia fatta da me,
la fai anche tu, mia cara.
Non temo il fato
perché il mio fato sei tu, mia dolce.
Non voglio il mondo, perché il mio,
il più bello, il più vero sei tu.
tu sei quel che luna sempre fu
e quel che un sole sempre canterà sei tu
Questo è il nostro segreto profondo
radice di tutte le radici
germoglio di tutti i germogli
e cielo dei cieli
di un albero chiamato vita,
che cresce più alto
di quanto l’anima spera,
e la mente nasconde.
Questa è la meraviglia che le stelle separa.
Il tuo cuore lo porto con me,
lo porto nel mio.

 

 

Edward Cummings

Confessional

Filed under: Libri,Poesie — patriziaercole @ 6:28 pm

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…Eu fui um menino por tráz de uma vidraça – um menino de aquário.
Via o mundo passar como numa tela cinematográfica, mas que repetia sempre as mesmas cenas, as mesmas personagens.
Tudo tão chato que o desenrolar da rua acabava me parecendo apenas em preto-e-branco, como nos filmes daquele tempo.
O colorido todo se refugiava, então, nas ilustrações dos meus livros de histórias, com seus reis hieráticos e belos como os das cartas de jogar.
E suas filhas nas torres altas — inacessíveis princesas.
Com seus cavalos — uns verdadeiros príncipes na elegância e na riqueza dos jaezes.
Seus bravos pajens (eu queria ser um deles…)
Porém, sobrevivi…
E aqui, do lado de fora, neste mundo em que vivo, como tudo é diferente! Tudo, ó menino do aquário, é muito diferente do teu sonho…

(Só os cavalos conservam a natural nobreza).

 

 

Mario Quintana

 

Confessionale

Sono stato un bambino dietro una vetrata – un bambino da acquario.
Vedevo il mondo passare come in uno schermo cinematografico, ma che ripeteva sempre le stesse scene, gli stessi personaggi.
Tutto talmente noioso che il viavai della strada finiva per apparirmi solo in bianco e nero, come nei film di quel tempo.
Il colore si rifugiava tutto nelle illustrazioni dei miei libri di storie, con i loro re ieratici e belli come quelli delle carte da gioco.
E le loro figlie nelle torri alte – inaccessibili principesse.
Con i loro cavalli – alcuni veri e propri principi per l’eleganza e la ricchezza dei finimenti.
E i loro baldi paggi (come avrei voluto essere uno di loro…)
Tuttavia, sono sopravvissuto…
E qui, dall’altra parte, in questo mondo in cui vivo, com’è tutto diverso! Tutto, mio caro bambino dell’acquario, è molto diverso dal tuo sogno…

(Solo i cavalli conservano la loro naturale nobiltà).

 
traduzione di Pierino Bonifazio
“Quem ama inventa” la poesia di Mario Quintana tradotta da Pierino Bonifazio, Liberodiscrivere® edizioni – edizione bilingue Portoghese e Italiano http://www.Liberodiscrivere.it

27 marzo 2014

sappi che, sebbene invisibile, accanto a te sono io a respirare

Filed under: Poesie — patriziaercole @ 9:43 pm

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Se a cullare le azzurre campanule del tuo balcone
credi che sospirando passi il vento mormoratore
sappi che, occulto fra le verdi foglie,
sono io respirare.

Se mentre risuona confuso alle tue spalle vago rumore,
credi che per nome ti abbia chiamato lontana voce,
sappi che, fra le ombre che ti cercano,
sono io a chiamare.

Se a notte fonda si turba timoroso il tuo cuore
mentre senti sulle labbra un alito ardente,
sappi che, sebbene invisibile,
accanto a te sono io a respirare.

 

 

Gustavo Adolfo Bécquer

Três idades

Filed under: Poesie — patriziaercole @ 9:21 pm

A vez primeira que te vi,
Era eu menino e tu menina.
Sorrias tanto… Havia em ti
Graça de instinto, airosa e fina.
Eras pequena, eras franzina…

Ao ver-te a rir numa gavota,
Meu coração entristeceu.
Por quê? Relembro, nota a nota,
Essa ária como enterneceu
O meu olhar cheio do teu.

Quando te vi segunda vez,
Já eras moça, e com que encanto
A adolescência em ti se fez!
Flor e botão…sorrias tanto…
E o teu sorriso foi meu pranto…

Já eras moça…Eu, um menino…
Como contar-te o que passei?
Seguiste alegre o teu destino…
Em pobres versos te chorei.
Teu caro nome abençoei.

Vejo-te agora. Oito anos faz,
Oito anos faz que não te via…
Quanta mudança o tempo traz
Em sua atroz monotonia!
Que é do teu riso de alegria?

Foi bem cruel o teu desgosto.
Essa tristeza é que mo diz…
Ele marcou sobre o teu rosto
A imperecível cicatriz:
És triste até quando sorris…

Porém teu vulto conservou
A mesma graça ingênua e fina…
A desventura te afeiçoou
À tua imagem de menina.
E estás delgada, estás franzina…

 

 

Manuel Bandeira

(1886-1968)

21 marzo 2014

Potessi soltanto ormeggiare – stanotte – In te!

Filed under: Poesie — patriziaercole @ 10:23 pm

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Notti selvagge – Notti selvagge!
Fossi io con te
Notti selvagge sarebbero
La nostra voluttà!
Futili – i venti –
Per un Cuore in porto –
Via il Compasso –
Via la Mappa!
Vogare nell’Eden –
Ah, il Mare!
Potessi soltanto ormeggiare – stanotte –
In te!

Emily Dickinson

Coroa mural

Filed under: Poesie — patriziaercole @ 10:15 pm

Muro que hoje separa
os homens
em passado e futuro,
que divide, agora,
o coração em dois: em oriente
e ocidente.
Divide o sol em dois:
em dois mistérios.
Divide o mundo em dois:
em dois hemisférios.
Ou em dois cemitérios?

No labirinto
do desentendimento humano
o anjo rebelde
se debate em busca
de uma saída.
E ao mesmo tempo, é expulso
de uma cor para outra,
deixando os pés escritos
em areia e neve,
na rude geografia
das injustiças.

(Só a dor e as estrelas
são universais).

Mas como destruí-lo?
Com as velhas trombetas
de Jericó,
já douradas de pó?
Recolocando, no ar,
em seu lugar, agora
o novo arco celeste
de uma ponte pênsil?

Ou com a lira em flor
que Anfião tocou em Tebas?
Anfião, a quem possam
as pedras transformar-se,
de novo, em pássaros?

Ou com o sol de hidrogênio
e só pelo consolo
de morrermos, todos,
todos, ao mesmo tempo –
e, assim, um ser irmão
do outro, por prêmio?

Ah! o herói obscuro
a quem – todos – pudéssemos,
os que sofremos dentro
e fora do muro:
de um só mal, todos presa,
ofertar, toda em ouro,
a coroa mural.

Igual à que os romanos,
num afresco antigo,
estão oferecendo,
sob um céu de turquesa,
ao primeiro soldado
que escalou a muralha
de uma fortaleza.

O dia é geográfico.
A noite é universal.
Mas, se Deus ouvir rádio,
esteja onde estiver,
ouvirá o meu grito:
por que a noite nos une
e o dia nos separa?

Cassiano Ricardo

(1895-1974)

La mia anima intorno alla tua

Filed under: Poesie — patriziaercole @ 9:10 pm

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La mia anima intorno alla tua si è fatta
nodo stretto e ombroso
Ogni giro del laccio sovrumano
si fa radice, per fissarsi a fondo,
ed è un abbraccio interminabile e lungo
che neanche la morte spezzerà. Non senti
come mi nutro della tua stessa ombra?
La mia radice si è intrecciata alle tue
e quando tu vorrai disfare il nodo
sentirai che ti duole in carne viva
e che nella mia ferita sgorga il tuo sangue!
E con le tue mani curerai la piaga
e stringerai più forte il nodo!

Juana de Ibarbourou

Contracanto

Filed under: Poesie — patriziaercole @ 8:43 pm

Aqui, longe do sol, que mais farei
Senão cantar o bafo que me aquece?
Como um prazer cansado que adormece
Ou preso conformado com a lei.

Mas neste débil canto há outra voz
Que tenta libertar-se da surdina,
Como rosa-cristal em funda mina
Ou promessa de pão que vem nas mós.

Outro sol mais aberto me dará
Aos acentos do canto outra harmonia,
E na sombra direi que se anuncia
A toalha de luz por onde vá.

José Saramago

(1922-2010)

Solo per un attimo

Filed under: Poesie — patriziaercole @ 9:23 am

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Solo per un attimo
bussando
al tuo cuore
chiamo a raccolta
tutte le parole
che riesco a trovare
sul ciglio della strada.
Tutte le parole
ciottoli levigati
sotto le nostre lingue.
Li lascio cadere
lungo il cammino
per ritrovare la strada
che mi riporta a casa.

Erika Burkart

Em violino fado

Filed under: Poesie — patriziaercole @ 9:13 am

Ponho as mãos no teu corpo musical
Onde esperam os sons adormecidos.
Em silêncio começo, que pressente
A brusca irrupção do tom real.
E quando a alma ascendendo canta
Ao percorrer a escala dos sentidos,
Não mente a alma nem o corpo mente.
Não é por culpa nossa se a garganta
Enrouquece e se cala de repente
Em cruas dissonâncias, em rangidos
Exasperantes de acorde errado.

Se no silêncio em que a canção esmorece
Outro tom se insinua, recordado,
Não tarda que se extinga, emudece:
Não se consente em violino fado.

José Saramago

(1922-2010)

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