Poesia & poemas

21 novembre 2013

Poema XIII

Filed under: Poesie — patriziaercole @ 8:58 pm

Não me procures ali
Onde os vivos visitam
Os chamados mortos.
Procura-me
Dentro das grandes águas
Nas praças
Num fogo coração
Entre cavalos, cães,
Nos arrozais, no arroio
Ou junto aos pássaros
Ou espelhada
Num outro alguém,
Subindo um duro caminho
Pedra, semente, sal
Passos da vida. Procura-me ali.
Viva.

Hilda Hilst  (1930-2004)

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Stato d’animo

Filed under: Poesie — patriziaercole @ 8:51 pm

Constable - Studio di nuvole 1821 Victoria and Albert

Contro una nuvola inciampò il cielo,
poi cadde come la cupola di un tempio,
strillando qualcosa con rombo aereo.
E io vedo come, mura e irata,

la pioggia notturna si inchina e inchioda
l’orlo reciso di quella nuvola.
E una gioia celeste ramifica in me
la sua corona, potente come una quercia,

perché, come un minuto di pazzia,
colto improvviso in un lungo giorno,
io vivo da tutti non ascoltata,
e il cielo intero vive in me!

Petja Dubarova  (Bourgas, Bulgaria, 1962 – 1979)

Penso linhos e unguentos

Filed under: Poesie — patriziaercole @ 8:32 pm

Penso linhos e ungüentos
para o coração machucado de Tempo.
Penso bilhas e pátios
Pela comoção de contemplá-los.
(E de te ver ali
À luz da geometria de teus atos)
Penso-te
Pensando-me em agonia. E não estou.
Estou apenas densa
Recolhendo aroma, passo
O refulgente de ti que me restou.

Hilda Hilst  (1930-2004)

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